Ato I – As reflexões de uma garota de vinte anos
Por Rafhaela Eloy
Às vezes na vida... Somos surpreendidos por coisas que nunca imaginávamos ver...
E por muito tempo esquecemos-nos de parar para pensar um pouco
E por fim entendemos aquilo que se demorou tanto a entender
E eu pensei em tudo isso
No escuro do meu quarto gelado
Que ás vezes não sabemos explicar, mas a nossa ida a um lugar desconhecido esconde propósitos que não podem ser vistos por nossos olhos
E que por muito tempo
Reclamamos e reclamamos
E as coisas boas que recebemos ficam ofuscadas pelas nossas reclamações
Quando certo seria sorrir e agradecer pelo o que de bom me aconteceu
E só então eu paro e fico rindo de mim mesma
E penso no meu quarto
O quanto eu sou boba
Por não enxergar o que eu tenho de bom comigo
E como dizia o poeta: “É fácil enxergar os defeitos e esquecer as coisas boas”
Tenho que parar de ver o ruim
Eu quero ver o que há de bom
Cada um tem uma coisa boa dentro de si
Podemos ser maus às vezes
Mas também sabemos ser bons
E devemos procurá-la sê-lo sempre
Mesmo quando a vontade na verdade
Seja de revidar
No fim, uma atitude sabia e bondosa
Surpreende o seu adversário
E não cria um peso no seu coração
E pensei também...
Que não devemos ser impacientes
A pressa causa o arrependimento
A precipitação a raiva, a frustração
Para as coisas importantes se deve ter calma e precisão
Mesmo que digam que você está “lenta” de mais
Não se apresse
Mesmo que tudo diga o contrario
Espere
As melhores coisas que me aconteceram na vida
Aconteceram justamente por que eu não tive pressa para elas
Se essas palavras ajudarem a alguém
Eu adianto que me sentirei feliz...